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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Portugueses

Ter a segunda-feira livre é uma óptima maneira de começar a semana. Dá para fazer tudo o que não se teve tempo para fazer no fim de semana.
Quando me candidatei para vir para Florianópolis sabia que costumavam vir para cá portugueses estudar, só nunca pensei que estivesse tanto na moda. Cada dia que passa conheço novos portugueses. Ainda não consegui perceber se gosto da quantidade de portugueses que há cá na ilha ou não. Uma coisa é certa, os que já conheci parecem-me simpáticos.
Se bem me lembro ainda não falei das aulas e no fim de contas eu vi para cá foi para estudar. As aulas têm um ritmo mais mais baixo que em Portugal, mas a carga de trabalho é igual ou maior. Quem pensava que vinha para cá de férias já percebeu que não vai ser bem assim. Parte positiva, pelo que me parece, indo às aulas, fazendo os trabalhos e os testes intercalares o semestre passa sem grandes preocupações. Um dia destes tiro umas fotos ao campus para vos mostrar.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Os primeiros dias


Já cheguei a Florianópolis há alguns dias, e ao contrário do que poderia pensar tenho tido pouco tempo para vir à Internet. A viagem foi muito cansativa, foram cerca de 18 horas desde que saí de casa no Montijo até chegar à pousada aqui na Lagoa da Conceição. No dia a seguir teria que estar na Universidade, para chegar a horas saí com antecedência, mas já sabia todos os passos que iria dar. Comprovei mais uma vez o que estou a ler no livro “O Mundo é Plano” de Thomas L. Friedman, a Web tornou mesmo este mundo mais plano, escolhi o local da ilha onde ia ficar, a pousada que me interessava, observei a geografia do local para onde vinha, e consultei todos os transportes que necessitaria para chegar à UNISUL pela internet. Não faço ideia como faria há alguns anos atrás se viesse sozinho para um sítio que não conheço, este pensamento também não me atormenta muito.

Lá cheguei à universidade três autocarros depois e com um Big Mac no Mc Donald’s pelo meio. Como era tempo de férias não deu para perceber se o campus é normalmente calmo, ou se estava assim por estar lá pouca gente. Mas uma coisa deu para perceber, a Pedra Branca é diferente do que é normal no Brasil, está tudo muito limpo e arranjado, por ali tudo cresceu ordenadamente. A recepção pela Beatriz Cunha do Gabinete de Assuntos Internacionais foi muito boa e acabei por conhecer três espanholas que também vão lá estudar. Eu estava sozinho e elas queriam, e querem, aprender Português, portanto juntámos o útil ao agradável e fomos conhecendo-nos melhor. No autocarro de volta para a Lagoa da Conceição elas saíram do autocarro e eu não, noutros tempos provavelmente não as encontraria antes do inicio das aulas, mas mais uma vez fui à internet, mandei um mail e no dia seguinte estávamos todos na praia. Entretanto conheci mais uns espanhóis que já cá estavam e que me apresentaram a uns portugueses que também estiveram cá a estudar.

Bem o maior clube do mundo é mesmo grande, demorei apenas quatro dias para ver alguém com uma camisola do glorioso, curiosamente era brasileiro.

Hoje mudei-me para a casa dos espanhóis e amanhã começo as aulas, entretanto o tempo ora convida a casaco ora convida a praia.